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Pejotização: com os processos andando nas Varas, o que a empresa precisa documentar agora
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Pejotização: com os processos andando nas Varas, o que a empresa precisa documentar agora

16 de outubro de 2026
por GLA Advogados

Em 18 de junho de 2026, o STF liberou a tramitação dos processos sobre pejotização na 1ª e 2ª instâncias da Justiça do Trabalho (Tema 1389). A tese de mérito ainda não foi fixada. Na prática: a instrução voltou a andar — e empresas que trataram a suspensão nacional como "congelamento eterno" estão produzindo prova agora, sob o olhar do juízo ordinário.

Em resumo

  • Tema 1389 (ARE 1.532.603, rel. Min. Gilmar Mendes): licitude da contratação de PJ/autônomo, competência e ônus da prova — sem tese final.
  • Desde 18/06/2026: processos seguem até o julgamento pelos TRTs; depois disso, voltam a ficar suspensos até o STF.
  • Parecer da PGR (fev/2026) é favorável à constitucionalidade de formas alternativas ao emprego — parecer não é decisão.
  • Risco operacional: subordinação, exclusividade e controle de jornada em "PJ" continuam sendo o núcleo da disputa fática.
  • Próximo passo: diagnóstico do parque de prestadores PJ / revisão documental com a GLA.

Por que isso é pauta de outubro — não de junho

Porque o efeito da liberação é cumulativo. Cada mês de instrução gera depoimento, documento e perícia. Quem não revisou contratos, e-mails de ordem e controles de ponto de prestadores PJ em meados do ano chega ao segundo semestre com o acervo probatório já formado — a favor ou contra.

O TST informou, na época, que no próprio Tribunal a suspensão dos processos sobre o tema se manteve. Ou seja: a pressão está nas Varas e nos TRTs, onde a maioria das causas se decide na prática.

Implicação para RH e indústria

Sinal de alertaPor que importa
PJ com horário fixo e chefia diretaElementos clássicos de subordinação
Exclusividade de fatoContradiz autonomia negocial
Ferramentas e local da tomadora sem contrato claroReforça pessoalidade/habitualidade
Remuneração mensal fixa idêntica a salárioLeitura fática desfavorável
Ausência de evidência de autonomia (outros clientes, risco próprio)Facilita tese de fraude

Nada disso antecipa o resultado do Tema 1389. Antecipa o que o juízo ordinário vai encontrar enquanto a tese não vem.

Para plantas industriais, o tema se cruza com terceirização clássica (Lei 6.019/74): a pergunta certa continua sendo se a tomadora documenta idoneidade e fiscaliza obrigações — não apenas se "pode" contratar atividade-fim (STF, ADPF 324 / Tema 725).

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O que fazer nesta semana

  1. Inventariar prestadores PJ/autônomos críticos (volume, função, tempo de casa).
  2. Amostrar contratos × realidade operacional (e-mails, escalas, badges).
  3. Separar relações genuinamente autônomas das que operam como emprego.
  4. Definir plano: reenquadramento CLT, ajuste contratual ou descontinuidade — com validação jurídica antes do fato.
  5. Não usar o parecer da PGR como blindagem de compliance; ele informa o debate, não substitui prova.

Como a GLA ajuda

A GLA diagnostica o parque de contratação alternativa (PJ/autônomo) sob a lógica do Tema 1389 em curso: mapeamento de risco fático, priorização de casos sensíveis e plano de adequação sem esperar a tese final do STF.

Se a instrução dos seus processos (ou dos seus concorrentes de mercado) já voltou a correr, fale conosco — o custo de ajustar agora é menor que o de explicar depois.


Fontes

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